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Ameaças de divórcio durante brigas podem abalar o casamento

Ameaças frequentes de divórcio durante discussões conjugais não devem ser encaradas como algo normal.

Redação
Por: Redação
06/07/2026 às 16h55
Ameaças de divórcio durante brigas podem abalar o casamento

Discussões fazem parte da convivência conjugal, mas a forma como os conflitos são conduzidos pode fortalecer ou desgastar o relacionamento. Entre os comportamentos que mais preocupam especialistas está a ameaça recorrente de divórcio durante as brigas, prática que, segundo o pastor e terapeuta familiar Josué Gonçalves, pode indicar problemas mais profundos na comunicação do casal e comprometer a confiança no casamento.

Para Gonçalves, ameaças frequentes de divórcio durante discussões conjugais não devem ser encaradas como algo normal. Segundo ele, quando esse comportamento se torna recorrente, o casal precisa identificar a causa e buscar formas saudáveis de lidar com os conflitos.

Ao responder à pergunta de um internauta que relatou que a esposa ameaça pedir o divórcio sempre que brigam, enquanto ele se recusa a aceitar a separação, o pastor afirmou que esse tipo de atitude revela um padrão preocupante. “Quando a ameaça de divórcio se repete durante os conflitos, ela deixa de ser apenas uma reação impulsiva e passa a indicar um problema que precisa ser tratado”, explicou Gonçalves, idealizador do SOS Casamento Curado. 

Josué Gonçalves disse que esse comportamento costuma ter duas origens. A primeira, segundo ele, é quando a pessoa utiliza a palavra “divórcio” para expressar um sofrimento profundo que não consegue comunicar de outra forma. “Em muitos casos, a mensagem não é ‘eu quero me divorciar’, mas ‘estou exausta, machucada e não me sinto ouvida’.”

A segunda possibilidade, de acordo com o terapeuta, é o uso da ameaça como instrumento para controlar a conversa ou pressionar o cônjuge durante a discussão. “Quando a ameaça serve para intimidar, encerrar o diálogo ou garantir vantagem na discussão, ela se torna uma forma de manipulação emocional, ainda que isso aconteça de maneira inconsciente.”

Para romper esse ciclo, o pastor orienta que a reação não seja de enfrentamento nem de submissão à ameaça. Em vez disso, ele recomenda estabelecer limites com serenidade. “Uma resposta equilibrada pode ser: ‘Não vou continuar esta conversa enquanto houver essa ameaça. Quando você quiser falar sobre o que realmente está causando essa dor, estarei disposto a ouvir’.”

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