
O pastor Ezra Jin, da Zion Church, foi recentemente libertado pelas autoridades chinesas após oito meses de detenção no sul da China. Jin desembarcou em Los Angeles, Califórnia, no último sábado, sendo recebido pela organização ChinaAid.
A prisão de Jin e de outros 17 líderes da igreja ocorreu no outono passado, sob a acusação de “uso ilegal de redes de informação”, uma alegação que parece estar ligada à utilização da internet pela igreja para disseminar a fé cristã.
A ChinaAid, por meio de seu fundador e presidente, o Reverendo Dr. Bob Fu, expressou alívio pela liberdade do pastor Jin, mas destacou que muitos outros permanecem detidos. “Enquanto celebramos a liberdade do Pastor Jin, nossos corações permanecem com os inumeráveis pastores, incluindo outros oito pastores presos, e colegas da Zion Church, sacerdotes, bispos, cristãos de igrejas domésticas, muçulmanos uigures, budistas tibetanos, praticantes de Falun Gong e outros prisioneiros de consciência que continuam injustamente presos pelo Partido Comunista Chinês”, declarou Fu. Ele também fez um apelo à administração do Presidente Trump para que a liberdade religiosa e a libertação de todos os prisioneiros de fé sejam prioridade nas relações com Pequim.
A Zion Church teve seus templos fechados pelas autoridades chinesas em 2018, após se recusar a instalar câmeras de reconhecimento facial em suas instalações. Na época, o pastor Jin também foi impedido de sair do país. Apesar dos obstáculos, a igreja continuou seu trabalho, alcançando, segundo a Associated Press, até 10.000 pessoas diariamente. O grupo de vigilância de liberdade religiosa CSW descreve a Zion Church como uma das maiores igrejas não registradas na China.