
Os cristãos na Venezuela estão enfrentando dificuldades crescentes após os terremotos devastadores da semana passada, com líderes religiosos alertando que o desastre agravou as pressões já existentes por parte das autoridades estatais e deixou as comunidades vulneráveis com dificuldades para acessar ajuda.
Segundo a organização Portas Abertas, que monitora a perseguição a cristãos, igrejas que já operavam sob vigilância, intimidação e restrições agora tentam apoiar comunidades traumatizadas, apesar de também terem sofrido perdas significativas.
Algumas comunidades cristãs relataram preocupações com as disparidades no acesso à assistência humanitária, alegando que a distribuição da ajuda, em alguns casos, favoreceu os apoiadores das autoridades, resultando em algumas comunidades religiosas recebendo pouca ou nenhuma assistência.
Um parceiro local da Portas Abertas disse: “A Igreja venezuelana, como agente social no país, tem vivido em constante incerteza. Agora, essa tragédia – que mergulhou a sociedade inteira em luto – se soma a esse contexto. A Igreja está sobrecarregada, mobilizando-se para contribuir de todas as formas possíveis, enquanto ora por intervenção divina em meio às imensas necessidades que o país enfrenta.”
As igrejas também sofreram grandes danos. Um prédio de igreja teria desabado em In La Guaira, enquanto líderes cristãos em todas as regiões afetadas têm prestado assistência a membros de suas congregações e comunidades vizinhas que perderam casas e meios de subsistência.
“Estávamos muito assustados na noite passada”, compartilhou um pastor da zona atingida pelo desastre.
Outro cristão descreveu a devastação generalizada: “Muitas pessoas estão em sofrimento após perderem tudo, com várias estruturas desabadas.”
Apesar das suas próprias circunstâncias, os fiéis locais continuaram a organizar apoio aos vizinhos e a coordenar os esforços de ajuda em algumas das comunidades mais afetadas.
“Aqui fora, com os vizinhos, temos nos apoiado mutuamente, permanecendo juntos e trazendo calma durante a noite e neste momento difícil”, comentou um cristão do estado de Aragua.